sábado, 13 de março de 2010

Gente coisa é outra fina...

O brasileiro tem o mau costume de americanizar norte-americanizar tudo que vê ou que tem com a intenção de parecer culto ou inteligente. No final das contas, podemos participar de discrepâncias que o próprio brasileiro não percebe por querer a todo custo imitar os de fora desvalorizando o que é seu.


Sacou? Não?!


Então, na humildade, recomendo um curso de inglês para você.
CCAA é muito bom, caso queira uma sugestão...

domingo, 7 de março de 2010

Estigma julgador.

Carrego um estigma na minha vida que machuca meus pés de maneira que só Deus pode mensurar minha dificuldade. Marca meu caminhar de forma que todos podem ver quem sou eu pelas marcas que deixo com minhas pisaduras. Mais doloridos, sem duvida, são os de Cristo. Incomparavelmente os estigmas de Cristo...
No meu caso, o que me marca e o calo do "Juiz e juízo". O clamor de minha cabeça pelo que eu tenho por honesto para com os outros e, ao mesmo tempo, o que condeno nos outros em contradição ao que não quero deles para mim como julgamento.
Complicado, não acha?
Mas nem tanto se você consegue tempo para conviver comigo. Vai ver que não sou um bicho com tantas cabeças e que até consigo ser agradável. Basta seguir algumas regrinhas:

- Não seja teimoso naquilo em que não pode me provar que está correto;
- Não me provoque com brincadeiras não sadias;
- Não insista em algum assunto após eu me calar por achar que já esgotou-se a tolerância para este;
- Não me console se eu estiver solitário ruminando algum assunto;
- Fique calado se não tem o que falar e;
- Não julgue os outros na minha frente se tiver um pensamento destrutivo.

De modo algum quero ser grosseiro com essas observações sobre mim. Também tenho lá as minhas muitas qualidades... (quando me lembrar de alguma delas eu escrevo por estas bandas virtuais)
Peço, apenas, que procure não me julgar em qualquer circunstância de modo pejorativo.
Nós, na qualidade de criaturas irmãs, estamos sujeitos aos mesmos sentimentos.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Amigos (2)

Ultimamente tenho reclamado muito de tudo. Andei pensando, inclusive, em mudar o nome do blog para “Agressividade.com”, mas não nomeei-o com o nome que tem tendo intuito de escrever coisas bonitinhas, mas sim de gerar um pensamento sereno, embora a postagem em questão não fosse tão serena.

          Hoje, porem, gostaria de falar sobre uma coisa, a meu ver, muito boa. Tenho feito contato com pessoas que se mostram muito diferente das pessoas de meu cotidiano. Pessoas de uma personalidade muito superior as que eu tenho experimentado ha muito tempo e tenho visto que não estou mais tão destacado em relação ao meio social.

          Talvez tenha procurando em ambientes errados (ou não procurando). Sair de casa tem sido bom. Sinto que ainda não está perfeito, mas é ótimo reaprender a fazer amigos.

          Tenho o pé no chão, sei que decepções ainda acontecerão em relação a isso, só que hoje tenho mais confiança para meus erros e acertos que tinha outrora, sabendo que nada se leva desta vida. Vejo que ainda existe algum tipo de esperança para aquele que procura uma amizade desinteressada e o prazer de se estar com “alguéns” apenas para se falar bobagens e rir da vida após uma semana tediosa de trabalho.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Elo quebrado.

Este final de semana fui pego desprevenido, mais uma vez, com o comportamento estranho dos outros. Alguém que eu tinha por uma pessoa "bobinha" e que fazia de tudo para chamar a atenção para si se mostrou uma pessoa cruel e maquiavélica.
Fico admirado com o fato das pessoas se fazerem passar por amigas e denegrirem sua imagem em sua ausência.
Citou meu nome...
Mas me deixou mais chateado (e escrevo aqui como testemunha da importância e valor que dou para meus amigos antes que o fato se faça conhecer) este ter tentado prejudicar alguém que considero ímpar. Com seus defeitos e problemas (como todos), é alguém que batalha, que tem garra, que tem carisma...
Diferente do iníquo difamador que não é exemplo de pai, de marido, de caráter e de honestidade...

Tenho nojo de pensar que já senti alguma afetuosidade de pessoa tão repugnante.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Fé.

Hoje, vergonhosamente, falo que me afastei do primeiro amor de minha vida. Quando me converti, estava empolgado e quase que impunha aquilo que recebia tamanha a euforia pela graça recebida. Não era por maldade, mas reconheço que magoei minha mãe em alguns desses momentos.

Com o tempo eu fui ganhando um coração mais manso e mais sábio e hoje, a pesar da distancia, ainda sei da importância de se respeitar a opinião do próximo, ainda que eu a tenha por errônea. A diferença é que hoje eu me vejo com a provável sensação que minha mãe tinha quando debatia comigo estes fatos. Não por achar que minhas opiniões estão erradas, mas por estar fora do contexto que tenho por certo.

E é certo: naquela época em que eu pagava um alto preço pela minha fé, eu comia das mãos do Pai de tudo aquilo que é bom, proveitoso e, sobre tudo, prazeroso. Hoje, fazendo economia de fé, como do pão velho e duro que o mendigo rejeitou jogando pelo viaduto.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Prazeres vãos.

“Não havia paz ali. Pairava uma euforia vã sobre os procidentes que, no alarde do movimento, exalavam fluidos de desgaste de peças que não serão mais as mesmas com o tempo. Trombetas ensurdecedoras anunciavam a marcha desorientada e todos buscavam um gozo finito de momentos mentirosos de deleite. E deleitavam-se em seu cansaço, e agonizavam em suas bebedices, e esparramavam-se em sua fanfarronagem, sempre cantando vantagem do poder que não tem e exibindo a beleza que não é sua.
No dia seguinte, tudo passou e só ficaram as dores de parto do filho mau gerado e o lamento da colheita do que foi mau plantado.”

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O grande valor das paixões nacionais.

Esta segunda-feira fiquei sabendo, forçosamente, dos fatos esportivos futebolísticos mais marcantes deste final de semana passado. Pelos corredores da empresa pela qual presto serviços, só se ouvia da vitória do flamengo (ou coisa que o valha) e assuntos congêneres.
Nos jornais da banca onde paro pelas manhãs antes de pegar no trampo, as manchetes faziam a mesma referência, dando indícios que eu teria que suportar a grande falácia deste assunto tão importante para nossas vidas humanas.
Caraca! Como sou chato! Mas o nobre brasileiro não colabora para o contrario. (como se ele tivesse obrigação...)
Junto a isso minha indignação com uma outra paixão nacional que não pode faltar na mesa de todo bom torcedor futebolístico: Cerveja.
O fim da picada foi o comercial da bendita cerveja que faz campanha por uma vida sem frescuras. Sem frescuras, sem fidelidade conjugal, sem saúde, sem caráter, sem respeito e sem nada de útil para ninguém. É o que tem sito tratado como normal e é oferecido ao povo brasileiro através de memoráveis campanhas publicitárias a favor do alcoolista e do alcoolismo (e dos malditos alcoólatras...). E não é de hoje! Após a proibição de campanhas utilizando imagens de animais, o que sobra para se fazer uma boa campanha a favor do álcool é justamente o machismo, a negação do mal que o produto faz e... O Futebol.

Estão ai duas coisas que não faltam na mesa do brasileiro e que contribuem, na minha opinião, para deixar o pobre cidadão deste país cada vez mais pobre. Principalmente de valores importantes que não fazem a mínima diferença para aquele que ganha a vida explorando ambas as áreas citadas.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Engraçado como as pessoas são doces. Ainda ontem, fui a uma entrevista para concorrer a uma vaga em curso pré-vestibular comunitário.
Amavelmente fui orientado a respeito dos voluntários muito bem instruídos em suas áreas de atuação educacional e que não tinham nenhuma obrigação de dar o devido curso, nem de aturar alunos debochados e arrogantes, mas, mesmo assim, estavam ali para praticar a boa ação e garantir seu duplex no céu com vista para a glória.
Acho que vou morrer em uma grana, apertar o cinto e pagar um curso particular...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Bola de Meia, Bola de Gude

Milton Nascimento

Composição: Milton Nascimento

Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão


E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal



Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão

Canção da América.

Pessoas vem e vão nas nossas vidas, mas quero falar de duas em especial hoje:

A música postada abaixo é velha e conhecida de qualquer brasileiro um pouco mais interessado em cantores da época da "dita dura" e teve um marco na vida de minha mãe por conta da perda de uma parente muito amada. Muito amada por mim, também, na época.
Hoje vê-se que o tempo é passado e a dor que lembro claramente ter sentido já não é mais sentida e não lembro de o quanto em intensidade foi doloroso, apesar de saber que o foi.
Mas não quero fazer menção desta música para lembrar de dores, mas sim de prazeres. Nessa postagem, quero homenagear, através das palavras de Milton, dois novos amigos, muito especiais, que entraram em minha vida recentemente, mas já se mostraram excepcionais em caráter, em fraternidade e em companheirismo.

Que Deus os abençoe por toda a eternidade.

"Canção da América

Amigo é coisa para se guardar

Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar."

(Milton Nascimento)