Eu sei que lá na frente, no futuro, poderei olhar para baixo e ver que todas as dificuldades que passei me serviram de degraus para minha ascensão.
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domingo, 22 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Bom nivel sociocultural...
Não sei por que insisto em criar perfis em sites de relacionamentos. As pessoas divagam sobre aquilo que querem em uma relação, mas parece que ninguém nunca se interessa por ninguém. Como qualquer um pode notar entrando em qualquer site de relações, com o tempo acaba sendo frequente a vista dos mesmos rostos, sempre a procura de "uma relação séria", que "apesar das fotos de nudez", que "tem bom nível social e cultural" e muitos com discursos moralistas, ou desabafos grosseiros, ou simplesmente grosserias gratuitas direcionadas a alguem que, caso venha a ler o bendito texto, vai simplesmente rejeitar o perfil, pulando para o próximo "candidato".
O que acho pior é que uma grande parte se preocupa com o português escrito (que admito que seja meu fraco), mas não se dão conta de todo o resto, como se escolaridade, ou a dita cultura, fossem determinantes para uma boa relação.
Na verdade, para alguem que já tem uma vida complicada, o simples nunca irá prestar.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Gente.
O pais em que vivo (talvez o mundo) tem um problema ético sério no que se trata das relações entre pessoas.
Homoafetivos, prostitutas e mendigos não são gente.
Fica a minha pergunta: o que é ser gente?
Deixo ai um link para reflexão.
Homoafetivos, prostitutas e mendigos não são gente.
Fica a minha pergunta: o que é ser gente?
Deixo ai um link para reflexão.
domingo, 25 de novembro de 2012
Tempo perdido.
Nós só sabemos quem realmente está próximo de nós nos momentos de dificuldades, mas também da para conhecer o quão importante somos para alguns que nos rodeiam com um simples convite para estar junto.
A partir dai, as desculpas mais bobas vão aparecendo:
"- É muito longe!";
"- Está chovendo!";
"- Vai ficar muito tarde para voltar!"...
Ai você cai em si e percebe que valoriza demais as pessoas.
Talvez você já soubesse disso.
Talvez, essa sua fé nas pessoas, pudesse justificar suas ausências.
Mas a grande verdade realmente é que houve um tempo muito grande gasto com pessoas que não poderiam corresponder ao seu investimento fraternal, pelo simples fato de que, para essas pessoas, você não passa de um colega de trabalho que lhe gera opção de não almoçar só, de um vizinho que pode vigiar sua casa em sua ausência, de alguém que pode ouvir suas reclamações da vida sem te cobrar serviço psicológico... Ao final do dia,... Ao final de um período,... as pessoas voltarão para seus lares, tornarão para sua rotina e nem lembrarão que estiveram com você.
Você terá sido apenas mais um ouvido, mais um mascote, mais um colega de trabalho.
Não há vínculos, não há compromissos, não há sentimentalidades.
O que pode haver é uma cobrança idiota do tipo "Você nunca mais foi na minha casa.", ou "Porque você não me ligou mais?", mas nada alem de convencionalidades da etiqueta urbana.
Ao final de tudo, você que lé isso pode se perguntar o por quê de eu ter perdido tanto tempo escrevendo sobre pessoas que não estão se importando com isso.
Simples: porque estou constantemente falando para as pessoas o quanto elas são importantes para mim, mas apenas as que também me tem por importante deram atenção para o tempo investido nelas.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
E estou pensando.
Engraçado quando pessoas do presente nos fazem lembrar de coisas do passado.
Hoje, um conhecido virtual me lembrou de como um conhecido e eu nos tratávamos em épocas de maiores intimidades.
A frase chave era "Estou pensando.".
Foi interessante ver o contexto da situação receber inesperadamente frase semelhante. Continuo pensando, mas com certeza não é em lamento ao que passou e poderia ter sido, ou pelo que não deu certo. Provavelmente um pensamento para outra direção.
Que seja.
O que acredito que valha falar é que me mantenho pensando, mas também em mim.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Dor.
Vaga, no azul amplo solta,
Vai uma nuvem errando.
O meu passado não volta.
Não é o que estou chorando.
O que choro é diferente.
Entra mais na alma da alma.
Mas como, no céu sem gente,
A nuvem flutua calma,
E isto lembra uma tristeza
E a lembrança é que entristece,
Dou à saudade a riqueza
De emoção que a hora tece.
Mas, em verdade, o que chora
Na minha amarga ansiedade
Mais alto que a nuvem mora,
Está para além da saudade.
Não sei o que é nem consinto
À alma que o saiba bem
Visto da dor com que minto
Dor que a minha alma tem.
(Fernando Pessoa)
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Ego. (2)
Eu sou aquele em que você pode perceber, em distintos ou iguais momentos, o calor das mãos e a frieza dos olhos.
Caso prefira, o calor dos olhos e a frieza das mãos, se, por ventura, solicitar um prato para o inverno.
Não vivo mais de aparências. Hoje dou preferência aos amores largados que se amam de verdade que aos amores falados e discursados. Amores que se vestem como sacos de ráfia que levam a chepa da feira.
Tenho sentido o ventre amargando na tentativa de digerir a ma colocação, mas a degustação do ser humano me traz o doce à boca em alguns momentos.
Todavia, os felinos me são mais agradáveis que os gatunos vestidos de injustiçados.
Só o que sei para o momento é que ainda posso encontrar a porta aberta e tornar a ser como nos velhos tempos..., mas até quando?
quinta-feira, 15 de março de 2012
O Amor
~ Gibran Kahlil Gibran ~
Então, Almitra disse: “Fala-nos do amor.”
E ele ergueu a fronte e olhou para a multidão,
e um silêncio caiu sobre todos, e com uma voz forte, disse:
Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
Como o vento devasta o jardim.
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,
Assim ele vos crucifica.
E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,
Trabalha para vossa queda.
E da mesma forma que alcança vossa altura
E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes
E as sacode no seu apego à terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.
Ele vos debulha para expor vossa nudez.
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.
Ele vos mói até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma
No pão místico do banquete divino.
Todas essas coisas, o amor operará em vós
Para que conheçais os segredos de vossos corações
E, com esse conhecimento,
Vos convertais no pão místico do banquete divino.
Todavia, se no vosso temor,
Procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez
E abandonásseis a eira do amor,
Para entrar num mundo sem estações,
Onde rireis, mas não todos os vossos risos,
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.
O amor nada dá senão de si próprio
E nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir.
Porque o amor basta-se a si mesmo.
Quando um de vós ama, que não diga:
“Deus está no meu coração”,
Mas que diga antes:
"Eu estou no coração de Deus”.
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor,
Pois o amor, se vos achar dignos,
Determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo
Senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos,
Sejam estes os vossos desejos:
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho
Que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado
E agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia
E meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes para casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado,
E nos lábios uma canção de bem-aventurança.
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