quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Engraçado como as pessoas são doces. Ainda ontem, fui a uma entrevista para concorrer a uma vaga em curso pré-vestibular comunitário.
Amavelmente fui orientado a respeito dos voluntários muito bem instruídos em suas áreas de atuação educacional e que não tinham nenhuma obrigação de dar o devido curso, nem de aturar alunos debochados e arrogantes, mas, mesmo assim, estavam ali para praticar a boa ação e garantir seu duplex no céu com vista para a glória.
Acho que vou morrer em uma grana, apertar o cinto e pagar um curso particular...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Bola de Meia, Bola de Gude

Milton Nascimento

Composição: Milton Nascimento

Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão


E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal



Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão

Canção da América.

Pessoas vem e vão nas nossas vidas, mas quero falar de duas em especial hoje:

A música postada abaixo é velha e conhecida de qualquer brasileiro um pouco mais interessado em cantores da época da "dita dura" e teve um marco na vida de minha mãe por conta da perda de uma parente muito amada. Muito amada por mim, também, na época.
Hoje vê-se que o tempo é passado e a dor que lembro claramente ter sentido já não é mais sentida e não lembro de o quanto em intensidade foi doloroso, apesar de saber que o foi.
Mas não quero fazer menção desta música para lembrar de dores, mas sim de prazeres. Nessa postagem, quero homenagear, através das palavras de Milton, dois novos amigos, muito especiais, que entraram em minha vida recentemente, mas já se mostraram excepcionais em caráter, em fraternidade e em companheirismo.

Que Deus os abençoe por toda a eternidade.

"Canção da América

Amigo é coisa para se guardar

Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar."

(Milton Nascimento)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Estou eu aqui, mais uma vez, usando o espaço para reclamar da vida.

Um calor horroroso tem se feito na cidade do Rio de Janeiro e me pego em um de meus momentos em que, nos autos e baixos da vida, os baixos superabundam os autos.

Resmungo e reclamo.

Ultimamente, tenho feito muito isso!


Em determinada medida, sei eu exatamente qual posição tomar para por as coisas no lugar, mas há tempos que as coisas estão fora deste e não tenho tido ganas de fazer acontecer.

Comodismo destrutivo.

De certo que é o mal de muito carioca contemporâneo...


Outro ponto que coloco é que conscientemente dou razão a minha recém amiga e instrutora de língua estrangeira (que, se me permite observar, é criatura impar e, a meu ver, quase irrepreensível) quando diz que sou muito "cabeça dura".

Magoado e rancoroso?

É fato! Mas, por favor, não diga que é sem motivos!


Bom... o fato é que tenho andado chateado com algumas coisas no "geral da vida". Família, amigos, trabalho. As coisas tem se arrastado. Em outros campos, as tristezas desse mundão. O fato do alarde que fizeram com a tragédia de Angra só porque foi uma coisa repentina e, para eles, grandiosa. Só porque um punhado de pessoas de maior poder aquisitivo que, como muitos favelados por ai a fora, construíram suas caras casas a beira de encostas e agora perderam muito mais que um punhado de fortuna. Perderam vidas!

Todos os dias morrem pessoas pelo mundo a fora de formas das mais inusitadas as mais corriqueiras. Mas o mendigo que morre de fome ou frio na rua é uma notícia muito comum para gerar qualquer preocupação da mídia ou do governo.


-Ei! Eu não estava resmungando de meus problemas? - me pergunto, mas, infelizmente, este também é problema meu.


Entre outras coisas, é um dos pensamentos que me tiram a paz. Não sendo hipócrita de dizer que estas preocupações com terceiros sobrepõem-se as que tenho comigo, mas também me afetam.

Talvez porque sejam coisas que não quero para mim ou para uma possível descendência.


É piegas relatar isso, mas realmente é desejo meu uma igualdade entre as pessoas.

Estou cansado de tudo que tenho visto nas manchetes de jornais. Coisas, quando não fúteis, tristes e deprimentes. Retratos do ser humano cada vez mais decadente.


Relatando essa decadência, volto às reclamações iniciais sobre a minha vida. Dentro de minha própria casa (alias, casa de meu progenitor), vejo a discrepância da vida nas atitudes dos que aquele lugar habitam.


Fechando o quadro, o coração tem me cobrado quanto às atitudes tomadas no âmbito de um processo de carência. Este, gradativo, tem trazido um misto de momentos de satisfação e de frustração. Eterno incompreendido, desenrola uma vida de vais-e-vens sem precedentes.


Canso-me até de registrar estas angustias, mas é certo que me cansa mais ver o que tenho visto do lado de fora da caixa-preta de meu coração e nas atitudes de terceiros no comodismo de querer tirar vantagem em tudo.


Fica esta para a posteridade.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O "Se" da vida.

Me lembro de ter ficado encantado com minhas aulas de excel na época de adolescência e uma coisa que marcou muito e costumo refletir e procuro desenvolver em pensamentos é a questão do "se".


Para quem tem um pouquinho de intimidade com informática, com o excel, com a língua portuguesa ou com a vida, o "se" tem uma abrangência muito grande e de uma importância incrível. Já observei muito a diferença que um "senão" já fez e ainda faz em minha vida. Já fiz varias considerações relacionadas com "se fosse daquele jeito" ou "se isso for possível".

Mas o que me deixa mais fascinado é que o "se" não é novo. É mais antigo que qualquer humanidade e que qualquer devaneio de existência.


Eu vejo que antes que um programador qualquer tivesse pensado na maldita questão binária associada a um conjunto de "se"s para gerar o tão sonhado avanço tecnológico, Deus (a quem creio incondicionalmente) já determinava o "se" para reger toda uma criação em cima de uma coerência para o nosso entendimento.

Se a água molha a terra semeada, esta gera vida verde;
Se a terra não receber água por um período muito longo de tempos, a vida verde morre;
Se existe vida verde sobre a terra, é possível existir vida animal;
Se é tirada a vida verde da terra, qualquer possibilidade de vida animal ou a vida já existente se vai;
Se seus pais são asiáticos, você só poderá ter a aparência de um asiático;
Se seu pai é negro e sua mãe é branca, você poderia ser negro, branco ou moreno...

Ponho estas pequenas coisas apenas como uma maneira de exaltar a quem eu creio por fé que merece e procurar causar uma reflexão saudável, ainda que meu amigo leitor não creia em Deus ou no Deus a quem eu creio.

Seria interessante também falar dos "se"s da genética a nível mais detalhado, ou dos "se"s da física, ou dos da química, mas já passaria da idéia principal do meu pensamento que foca no simples "se" do dia-a-dia.

Para mim, não me interessa nada que fuja da simplicidade da vida vista através do "se".

domingo, 20 de dezembro de 2009

Amigos (1)

Vejo amizades como grandes ipês.
Se bem construídas são sólidas e firmes. Apenas os lenhadores (os egos inflamados) derrubam.



sábado, 12 de dezembro de 2009

Tenho andado sem alguma inspiração para escrever. Por hora, apenas comentarei sobre o quanto as pessoas são carentes de afetuosidade, mas não estão dispostas a ver as dificuldades e necessidades do próximo. Apenas se apegam as suas próprias carências.

Gostaria de poder ajudar e corresponder a todos nesse ponto, mas tenho usado do mesmo pensamento de "primeiro eu". Não quero mais me por de lado...

domingo, 22 de novembro de 2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

À que nós temos direitos?

O mundo tem marchado em passos cada vez mais rápidos para a estruturação de sociedades onde a base é o "direito humano".

Tenho uma visão sobre isso de que a cada dia, a sociedade se afasta mais e mais daquela velha e tropilha história de ser bom para o próximo, cultivar humildade, praticar o desapego...

O interesse de hoje é o ego, o umbigo próprio.

Acho muito justo o homem poder gozar do seu trabalho e do fruto de seu suor, mas até onde isso garante uma vida sadia?

Pode-se ver que as pessoas lutam e lutam pelos seus ideais, combatem pelos seus direitos e trabalham pelo próprio bem estar chegando, contudo, ao final da vida sem ter gozado de, ao menos, um décimo de tudo aquilo pelo qual tanto lutou.

Nesse ponto, sou muito mais com os medíocres, que levam suas vidas medíocres, com rotinas medíocres, que tomam um café da manhã medíocre antes de ir para o medíocre trabalho e aguardar o intervalo do medíocre almoço para comprar um não tão medíocre presente para seus filhos (os filhos sempre pesam mais nas vidas de alguns de nós). Medíocres dias, porem, vividos e vívidos dias.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Voltei a me pegar pensando em o que realmente vale a pena em relação a investir em pessoas.
Relacionamentos vem e vão, isso é certeza. Sejam amigos, sejam amores, de um tudo a vida leva e traz.
Saber se vale a pena ou não, só após correr o duro risco de abrir feridas no músculo pulsante de dentro do tórax.
Hoje estou em uma relação ambígua com o tal "músculo" no que diz respeito ao meu ego. Com plena ciência de que sou desejado, com absoluta certeza de que tenho sido cobiçado...
Me sinto o rei da cocada preta, mas que tem alergia a coco e derivados...
Não é o melhor termo para descrever o momento. Estou confiante em relação a mim e, ainda assim, chateado pelo fato de saber que as coisas seguem por uma estrada que tem sua divisão logo a frente (um dos caminhos é desastroso).
Também me incomodou o saber que gerei certos sentimentos em terceiros que não tenho a mínima vontade de corresponder da maneira que estes gostariam que eu correspondesse.
Pior o saber que estes não tem coragem de "dar a volta por cima" e manter um dialogo maduro como sempre  pôde ocorrer e como sempre pôde ser levado.
Não gosto da idéia de que certamente sou causador de dores em vidas alheias. Não queria também me sentir responsável como tenho me sentido. Mas é de mim.
Só peço por favor que não permita o afastamento por não saber lhe dar com os sentimentos.

De certo que o incomodo maior é esse: não serei correspondido e nem poderei corresponder da maneira desejada.

Será que é isso mesmo?