segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Vaidades.


Todos nos temos nossas futilidades.
Poucos de nos temos coragem de ergue-las como troféus.

Parabéns para mim, homem de coragem... e de futilidades.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Resmungos de sábado.

Cada dia que passa eu sinto mais e mais a necessidade de uma mudança radical em meu comportamento. Se outrora não havia pressa em construir meu caminho, hoje vejo que as coisas se arrastam demais entre o planejamento e a execução dentro de minha vida. Embora ame minha mãe, cada dia que passa tenho tido menos e menos paciência para dar atenção a ela e menos ainda em ter de dar satisfação de onde vou e o que vou fazer, ou ter de remediar qualquer palavra minha mau colocada na tentativa de expor que não sou mais uma criança imatura, mesmo que ainda goste de gastar dinheiro com bonecos de super-heróis.

Por conta de anular certas atitudes minhas para fazer conforme ela quer, acabo me aborrecendo e descontando a frustração nela. Nesses momentos que aparecem um ou outro e me questionam se não era eu o SUPERBEMRESOLVIDO ou o MUITOCABEÇADURA, mas não aparece ninguém que possa me ajudar a mudar minha condição de acomodado e filhinho-de-mamãe.

Alias, ultimamente tem aparecido pessoas aos montes para me darem qualificações e apontarem meus defeitos. E onde ficam minhas qualidades? Eu sei que as tenho.

Talvez eu saiba que certas chateações realmente só iram passar depois que eu conseguir romper certos vínculos. Saiba que só depois que sentir na pele o que é passar por algumas dificuldades eu realmente amadurecerei. Disse "algumas", porque por outras eu já tenho passado.


Outra coisa que tem me irritado também é o fato dos outros sempre acharem que já sofreram mais do que eu, que os seus problemas são sempre maiores que os meus, mas mesmo que se achem mais fortes que eu estão sempre reclamando da vida e dos benditos problemas.


Será que existe alguém que possa chegar junto e, ao invés de dizer que não é nada e que vai passar, apertar meu ombro ou me abraçar e dizer que vai junto comigo para ver o que se pode fazer?


Bom, já conheço a resposta para essa questão... Escrevi por comentar, apenas...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Carta sentimental.

É gostoso sentir o afago de seus braços enquanto, em simples momentos a dois, estamos envoltos em pensamentos indecifráveis e trocas incontestáveis de ternura.
Na despedida, me alegro na expectativa do reencontro e quando a noite cai, penso nas oportunidades geradas de uma nova direção para a vida. Na possibilidade de um caminho de relva molhada de orvalho e com cheiro de terra molhada após a chuva.
Espero que as distâncias diminuam e que os afagos sejam de sentimentos cada vez mais verdadeiros e que possamos juntos, nesse caminho de relva molhada, chegar aquela cabana de sonhos que qualquer mortal deseja para si e para os que ama.

Afetuosamente,
Seu namorado.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Esqueça.

Prova do ENEM
Brasil Game Show
Gláuce Lucia
"Me desculpe, mas esse eu não quero ir ver não..."
Homem de ocupações
Verdade imutável
"Pensei em fazê-lo, mas achei muito caro..."
Ainda assim não teria tempo
"Você deveria ter sido mais direto!"
"Você não acha melhor..."
"Não é você o tão bem resolvido?"
Distancia irreflexiva
Diferenças não transpostas

Solidão
Solidão
Consolador e solidão

Solidão
Solidão
Solitário e solidão

Sensação de posse
Sensação de perda
Tempo vão
Tempo vão
Tempo vão

domingo, 18 de setembro de 2011

entitled

"Tudo que estou querendo nesse momento é algum contato mais estreito que essa banda larga."

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Ao natural.

Pessoas e pessoas.
De todas, as que mais me incomodam são as que me constrangem com sua "educação obrigada" ou sua "simpatia por dever social ou profissional". Meio idiota, mesquinho e até, talvez, egoísta de minha parte querer chamar a atenção do próximo para suprir minhas carências, mas acho que as pessoas não precisam ser totalmente a parte umas das outras.
Isso não as torna más, mas sei lá...
Faço um comparativo usando essas mulheres de minha vida. Todas igualmente adoráveis e extremamente diferentes e cada uma com seu comportamento peculiar e atraente: umas por saberem manter a distancia, outras por saberem chamar para perto.
Ainda prefiro as que são naturalmente simpáticas, mas admito a coerência das quem mantem as coisas bem limitadas em suas esferas sociais. Lamentavelmente admito.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Mais vaidades.

          Matuto com frequência sobre as pessoas e seus comportamentos. Tenho procurado me por em seus lugares e imaginar o que poderia estar passando naquela cabeça em momento “X”, quando ela cometeu tal insanidade ou vomitou tal ofensa. Parece que hoje, as pessoas se preocupam cada vez mais em chamar a atenção para si de alguma forma e usam das mais diversificadas maneiras para isso.
          Talvez em uma tentativa de remediar a solidão que se vive acompanhado, onde, por mais que se tenham pessoas ao redor, nunca se preenche o vazio de seu intimo.
          Muito comum ver em redes sociais as pessoas colocarem frases de “efeito” para expressar algum sentimento ou para que, simplesmente, as pessoas as questionem o por quê aquilo foi escrito. Ou, ainda, para mostrar que possuem algum tipo de status, alcançaram algum objetivo, ganharam alguma coisa que é melhor que a coisa de algum outro...
          Em sites que promovem relações mais intimas, é fácil de se achar coisa do tipo “Encerrando o perfil! Já achei o que queria!”, ou “Não tenho pressa, não me achei no lixo”, mas estas pessoas estão lá meses e meses a fio e não param com suas buscas por companhia.
          Engraçado observar que em muitos desses casos, ainda por cima, as pessoas nunca encontram o que querem simplesmente porque escolhem demais e não dão chance as oportunidades por pura vaidade.

          Também vejo por ai a fora comportamentos divergentes morando dentro da mesma cabeça.
          Exemplo bacana que acredito que posso colocar de maneira construtiva e sem atingir alguém com palavras chatas é o de um de meus irmãos para comigo: Recentemente me “boicotou” com uma de suas pretendentes e, não sei exatamente como e em qual intensidade, provavelmente falou o que eu não gostaria que ele falasse do modo em que imagino que tenha falado. É certo que tentou “eliminar a concorrência” para ganhar a rapariga.
          Por outro lado, nossa relação tem sido maravilhosa e, de uns tempos para cá, posso até arriscar a dizer que de muita parceria.

          Hoje pela manha me peguei em uma auto-análise sobre meus comportamentos que vão de encontro a estes outros tão comuns. Embora a lassa cabeça pese enquanto penso, me serve para ver meu próprio “eu” lutando por um espaço de notoriedade ou acolhimento.
          No trajeto para o trabalho, após um engarrafamento de uma hora, e lutando por um acento à sombra, quando finalmente confortável, uma moça de ancas largas (uma gorda), sentou-se ao meu lado me espremendo contra a lateral do ônibus. Naturalmente atraio esse tipo de gente e fico em um ódio mortal por não poder fazer nada alem de mudar de lugar.
          São estes momentos que me fazem começar a resmungar silenciosamente comigo e me fazem pesar as coisas que acontecem a minha volta e o por quê de aquilo me gerar tamanho incomodo.
          Claro que eu estava desconfortável, mas o incomodo maior era na alma. Depois de passar quase uma hora em pé, em um calor horrendo e com as pernas reclamando de dores, quando, em fim, consegui um lugar legal, alguém me rouba o conforto.
          Por alguns minutos praguejei. E ainda maquinei o que poderia dizer se ela puxasse assunto por um remoto acaso.
          Minha cabeça lassa, após muito mastigar aquilo tudo, cedeu. Pus a pensar no que tal criança passava por ser um pouco mais avantajada, o quão mal educado eu seria em levantar do banco, como eu estaria me sentindo no lugar dela...

          O meu próprio comportamento me assusta algumas vezes. No geral, minha cabeça é imprevisível para mim mesmo. Mas tenho procurado compreender as outras pessoas e as coisas que nelas me afligem de modo que eu possa compreender também a mim mesmo.

          A única coisa que eu sei é que, a pesar do homem ser carente e solitário, seu espírito, em um modo geral, é mau e egoísta.
          Sentimentos contraditórios dentro de um ser. Talvez isso que o torne maravilhoso, mas seu fim é sempre triste.

          Todos morremos. Não há honra na morte.
          Acho que é ali, na morte, que toda a carência e egoísmo que geraram a necessidade de chamar a atenção para si, se encerram. Na afirmação de que toda a vaidade foi em vão.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Sencibilidade aflorada.

É fato o causo de que sentimentos nobres e descompromissosos não são compatíveis com a sociedade brasileira.
Acredito que não são compatíveis, nem ao menos, com o planeta em que vivo.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Saudades.

Pequenos mau-entendidos são paralelepípedos para calçamento de estradas de grandes distâncias. Estradas para caminhos sem volta em nossa vida. Estradas que separam qualquer relação saudável que outrora fora desejada.