sexta-feira, 11 de março de 2011

Qualificações.

Acho que é valido o comentar de minhas qualidades. Ultimamente tenho andado completamente cabisbaixo e com a sensação de ser inútil. Mas sei de minhas qualidades.
As pessoas sabem que sou alguém que se pode recostar a cabeça no ombro e molhar de lágrimas minhas vestes;
Sabem que sou bom para guardar segredos se não são sobre coisas fúteis;
Sabem que sou honesto e que tenho integridade moral;
Que mesmo não gostando, trabalho para sustentar meus caprichos...
Ao menos meus caprichos...
Tenho qualidades outras, também, e não sei o porquê de ter que aceitar que seja o que sobrou da sociedade ou um membro de uma classe a parte se tenho todas as qualidades e atributos de um cidadão de bem.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Mais resmungos.

Revolta-me a falta de controle que paira sobre minha vida. Algumas vezes gostaria de limar da minha vivencia a todos e recriar uma vida com pessoas mais simples e de outros caráteres. Pessoas com outras cabeças e com outros pensamentos dentro delas.

Minha revolta começa de casa com o eterno controle que minha mãe tem sobre minha vida. Ainda que de maneira mais sutil hoje em dia e ainda que eu consiga identificar essa sutileza e fugir da engendração dela, eu acabo, por vezes, a fazer aquilo que segue a linha de raciocínio dela, me abstendo de minha vontade.

Em casa tenho me sentido em um cubículo que me proíbe mexer os braços e pernas. Pensando muito nessa questão, vejo que tenho levado essa dificuldade para fora de casa e aplicado em todo momento de minha vida. Tenho medo de tudo o que é novo. É muito difícil dar um passo a diante e levo muito tempo, mas muito tempo mesmo, entre identificar minhas vontades, analisar a viabilidade delas e executa-las.

Fico imaginando se minhas manias e compulsões são resultado de uma não vivencia em tempo oportuno daquilo que eu gostaria de ter ou fazer, gerando um desejo em tempos inoportunos de maneira permanente.

É muito difícil ser eu.

Foi difícil demais descobrir e organizar a minha identidade social. Foi difícil demais descobrir e organizar a minha identidade sexual. Está sendo difícil descobrir e organizar hoje aquilo que eu quero de futuro para mim.

Não quero mais estar me anulando em prol dos outros.
Passei minha adolescência me escondendo atrás de comportamentos que não eram meus para manter a carapuça que a sociedade queria que eu mantivesse. Sociedade que desde sempre influenciou a cabeça de meus pais e dos pais de meus pais sem permitir que eles tivessem forças para identificar aquilo que estava errado em suas vidas.

Irônico hoje eu conhecer o alvo de minhas flechas mas não ter força para envergar o arco. Ou não saber como envergar... acho que não faz diferença.

Estou baldado neste mundo e me sentindo sem espaço.

Longe de casa, as frustrações não são diferentes. Alias, acho que apenas são transportadas de um ambiente para o outro, com mudança de administração a cada transição.

Também eu, em minha insignificância, acabo agindo de forma a facilitar meu mal estar.
Coisas que eu já havia superado, acabei trazendo a tona novamente para me adaptar a situações (certamente me anulando por alguma circunstância, como havia comentado em algum ponto desse texto) me iludindo em achar que poderia ser um comportamento que compensaria alguma coisa.
Vou procurar, mais uma vez, ser eu mesmo.
Conheço o preço que terei que pagar e que já vinha pagando por ser eu, mas agora será um valor à vista e sem o sofrimento dos juros das prestações.

Os que me apóiam, alguma minoria deles, eu conheço e acredito que não preciso de mais alem destes poucos queridos.
De certo que cada um sabe o peso que carrega nas costas e o quanto vale esse peso. Por isso não diminuo ninguém em suas dificuldades e nem julgo se são maiores ou menores que as minhas, mas nesse momento, minhas tristezas serão colocadas a frente e não quero mais estender a mão a ninguém antes de poder erguer a mim mesmo a um estado melhor.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Tudo velho novamente.

Planos frustrados e progresso adiado.
De qualquer forma, não desisti de caminhar. É certo que lá na frente verei um oásis nesse pasmo deserto de tédio.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Novidades.

Agora em nova empreitada, irresponsavelmente cursando alguma coisa na área da informática.
Já era hora, pois andava protelando a muito o investimento nesse campo do conhecimento que é minha preferência.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ego.

          Parece que o vazio a mim quer possuir. Ultimamente a apostasia tem apresentado sequelas mais notórias, agravadas pelo tempo. Ando no meio termo das coisas, sentindo tremenda falta da graça que me foi concedida e que deixei para traz.
          Este estado, semelhante à inércia de bibelôs, me faz pensar nEle com frequência. É quase que um chamado. Um lamento como que o da mãe que sofre pelo filho perdido, ou do jovem que perdeu seu braço.
          Também fico a filosofar sobre o sentido da vida. Tenho muito claro, ao menos para mim e de forma que ninguém pode me convencer do contrário, que o sentido da vida é Ele, mas o que gera questionamentos é exatamente a minha inconstância para com Ele.
          Sinto-me cada vez mais distante. Embora Ele sempre me receba de braços abertos, a cada vez que me distancio fico mais constrangido a retornar.
          Qualquer idiota já teria a resposta para essa situação: não sair mais de perto dEle. Para que se distanciar de alguém que te faz bem e que se interessa por você?
          Talvez a duvida, talvez a falta de visão, talvez a falta de paciência ou perseverança...
          Fato é que sinto falta.
          Sentimento de saudades que me gera outro questionamento que corrói a alma: será que o que sinto em relação a distancia que tenho tomado dEle é semelhante ao morrer?
          Provavelmente sim. A final, Ele mesmo havia comentado isso.
          Outra certeza, então, é o fato que o pior de todas as coisas na vida do ser humano não é nenhum desses purgatórios citado pelos religiosos, nem o castigo eterno no lago de fogo, a chamada segunda morte, ou qualquer outro mau de maior ou menor proporção que esses poucos citados, senão a possibilidade, ou a concretização, da perpetua distância dEle.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A imagem e semelhança de Deus.

Engraçado ver como religiosos retratam as imagens de seus deuses como se fossem a reprodução e o conceito de tudo aquilo que eles próprios tem de imperfeito, mesmo pregando eles que seus deuses são perfeitos e poderosos.

Um exemplo prático são os quadros de alguns pintores cristãos que retratam o Deus dos judeus, o Deus adotado por muitos como o seu deus, criador de todas as coisas, onipresente e oniciênte, como um velhinho que fica sentado em uma nuvem... como que um aposentado que se assenta no portão de sua casa a olhar a rua, com a mais decadente aparência humana possível de se imaginar para um deus que tería criado todas as coisas.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Sistemas de informação.

Trocando em miúdos e de maneira muito objetiva, vou lhe explicar o que traz apartação entre o psicólogo formado por instituição educacional e o psicólogo formado pela vida e, também, o que traz apartação entre os sistemas de TV aberta e os de TV a cabo: seu preconceito.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Cobranças

Assumi responsabilidades e, por isso, aprendi a tratar das grandes cobranças antes de deitar a cabeça no travesseiro, mas as pequenas cobranças descompromissadas que são os reais espinhos de minha alma.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Desapego na despedida.

As pessoas acham que minto quando falo que sou frio em relação a morte. Principalmente quando menciono aquilo que acredito (porque não sei o que acontecerá) que será minha reação no dia em que tiver que me despedir de minha mãe.
Amo minha mãe. A pesar de não valoriza-la como ela merece, eu a amo. Ela sabe disso.
Porem, admito que a muito tempo tenho buscado refletir sobre o assunto "perda", tanto no lado material como no lado sentimental, de maneira que eu esteja desapegado o suficiente para que, no momento em que ela ocorrer, eu não tenha dores.
Já chorei em velórios, já me entristeci em despedidas e já lamentei distancias, mas cada vez mais tenho para mim que, para se ter uma vida serena e proveitosa, é preciso não ter apego a nada, alem de reconhecer que, enquanto criaturas humanas, estamos sós cada um.

Gosto de ser frio de um modo geral. Não de coração, mas de postura e raciocínio.
Enquanto que com um coração quente eu possa estender a mão para aquele que humildemente precisa, com a cabeça calculista, eu posso distinguir o aproveitador, que pode mas não faz nada para mudar sua situação alem de pedir.

Essa postura também me ajuda a não ter remorsos de atitudes que eu voluntariamente tenha tomado e que tenham tido resultados desagradáveis. Ora, errar é humano, mas se não foi minha intenção de errar, por que ser condenado ou me auto-condenar? Muito diferente daquele que empunha uma arma e tira uma vida conscientemente, ou o que assalta o pai de família, na qual não tem nenhum dinheiro para o leite dos filhos, senão o que está com ele, com a finalidade de sustentar seu vício.

Procuro sempre treinar o desapego. Por isso, não me desminta ou questione se vier a me ouvir que não sinto tristezas na perda. Só saberei e saberás quando eu perder.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Olá!

Vejo que você tem visitado meu blog e digo que fico sinceramente lisonjeado.
Caso tenha um tempinho, deixe seus comentários nas postagens ou, simplesmente, marque uma das opções de classificação logo abaixo da postagem. Assim, poderei tentar filtrar, entre uma postagem e outra, eventuais baboseiras de minha parte.

Um abração e muito obrigado pela atenção.